quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Das modas, da sensibilidade ao glúten e de como posso tardar mas não falho.

A propósito disto (um post pateta sem qualquer tipo de pretensão, mas já que falamos disso...) e deste comentário em particular.

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Bem, por onde começar? Essa notícia é de 2014, já apareceram outros estudos a desacreditar esse e, como bem sabe, as verdades científicas não se fazem com um único estudo de 37 pessoas e com falhas na sua execução. Há cada vez mais evidências que o espectro de problemas derivados do glúten não se esgotam na doença celíaca. Cá em casa, temos um celíaco e duas pessoas com exames negativos, mas que tiveram resolução de sintomas com a dieta isenta de glúten.
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Ora bem, começando pelo início, e para quem não esteja familiarizado com o assunto.  

Chama-se "glúten" a um tipo de proteínas existente em cereais como o trigo, a cevada, ou o centeio, e que obviamente estão presentes numa enorme panóplia de alimentos como seja no pão, nas massas, nos bolos e em tudo que leve farinha (nalguns gelados inclusivamente) e em todos os outros produtos obtidos a partir daqueles cereais (como a cerveja, por exemplo). 

Por outro lado, a doença celíaca é uma desordem autoimune que leva a que o gluten danifique as paredes do intestino delgado (comprometendo assim a absorção dos nutrientes) e que pode conduzir a doenças como a anemia e a osteoporose. A doença celíaca tem predisposição hereditária crendo-se que a prevalência na populacão mundial seja de 1 em 100, elevando-se esta proporção para 1 em 10 para pessoas com familiares de primeiro grau afectados.

Em princípio apenas as pessoas portadoras da doença celíaca ou as alérgicas ao glúten (crê-se que estas existam numa porporção de 1 para 1000 e mais comummente nas crianças) estariam "proibidas" de ingerir glúten, sendo que ambos os casos são analiticamente diagnosticáveis, quer por análises ao sangue, quer (no primeiro caso) por intermédio de uma biopsia.

Nada então contra o glúten até que em 2011 foi publicado um estudo sugerindo que pessoas não portadoras da doença celíaca, nem alérgicas, podem ver os seus problemas gastrointestinais aliviados quando sujeitas a uma dieta isenta de glúten. Esse (pequeno) estudo recorreu a 34 (trinta e quatro!) pacientes e concluiu grosseiramente que "Non-celiac gluten intolerance" may exist", but no clues to the mechanism were elucidated.", mas foi o suficiente para espoletar um mercado de biliões de dólares de alimentação "gluten free", com 30% dos estadunidenses a quererem reduzir ou eliminar o glúten das suas dietas por acreditarem que dessa forma beneficiariam a sua saúde.

Em 2013 (há dois anos, portanto, e não um) o mesmo autor publica na Gastroenterology* um estudo onde não consegue estabelecer correlação entre o alívio de sintomas gastrointestinais em pessoas auto-diagnosticadas como sensíveis ao glúten e a isenção de glúten nas dietas. Um estudo maior e posterior realizado recorrendo já a 463 pessoas auto-diagnosticadas com sensilbilidade ao glúten sugere que a proporção de pessoas sem doença celíaca mas com sensibilidade ao glúten seja de 1 em 100 (muito longe dos 30%). Em ambos os casos é referida a dificuldade em perceber onde pára a sensibilidade ao glúten e começa o efeito placebo.

Importa no entanto salientar, e indo de encontro ao que a Be referiu, que há estudos que apontam para uma muito maior prevalência desta sensibilidade alimentar em casos de autismo e esquizofrenia, por exemplo.

Tudo isto para dizer o quê?

Para dizer que fora das ciências exactas isso das "verdades científicas" é uma impossibilidade teórica, ainda que frequentemente vendida por cientistas com pretensões a caminhar sobre a água e por empresas comprometidas com o vil metal. É um lugar comum mas a verdade é que "o que é hoje não é amanhã" e assim se faz ciência (e progressos brutais nas ciências da saúde, mas há que assumir que se anda um bocado às apalpadelas até porque nem há outra forma de fazer as coisas). 

Para dizer que isto do gluten free é uma moda como outra qualquer, um aproveitamento da ignorância e fraqueza alheias (tudo que propangandeie que faz bem à saúde vende, e vende muito). Em menos de um ano... Ora vamos lá ver... Agora tudo gluten free, antes disso tudo sugar free, e antes disso tudo lactose free... E assim vamos, de moda em moda e de carteira levezinha, tipo money free...

Para quem não tenha a doença celíaca, não seja alérgico e não tenha a tal sensibilidade (grosseiramente estaremos a falar de 97 ou 98% da população) o glúten não faz mal (logo que ingerido com moderação, obviamente e como tudo). É claro que comer bolachas como se não houvesse amanhã faz mal, mas é um bocadinho injusto culparmos o pobre do gluten por isso, não é?




*Que é só a revista com maior factor de impacto da área pelo que me custa a acreditar em "falhas na sua execução" , desconhecendo igualmente trabalhos que desacreditem este estudo, ainda que conheça alguns que, ao invés, o suportam.

30 comentários:

  1. Pensemos pelo lado positivo. Quem realmente padece de intolerância ao glúten tem agora muito mais produtos alimentares à sua disposição.

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  2. Anónimo dos artigos, abri dois ou três ao acaso. Li o abatract na diagonal mas não vi nada que eu tivesse contradito... Mais logo vejo melhor.

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  3. Alguns artigos a suportar a existência de uma outra entidade para além da doença celíaca e alergia ao trigo (o primeiro em particular é um contraponto ao estudo do Prof. Gibson):

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25701700

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4403029/

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24533607

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26026392

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26096570

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4406911/?log$=activity

    http://www.researchgate.net/publication/270825459_Non-celiac_Gluten_Sensitivity

    http://www.reumatologiaclinica.org/es/sensibilidad-al-gluten-no-celiaca/avance/S1699258X15000327/

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4053283/

    http://www.reuters.com/article/2015/04/13/us-als-gluten-link-idUSKBN0N428I20150413

    http://www.arthritis-research.com/content/16/6/505

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4360499/

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25642988


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  4. Peço desculpa pela sucessão de artigos, entretanto juntei-os num único comentário, pode apagar os links isolados se quiser. Pretendia apenas fazer evidência de artigos que refutam o estudo do Prof. Gibson e que dizia não conhecer, assim como mostrar que os benefícios da dieta sem glúten vão, nalguns casos, para além do autismo e da esquizofrenia.

    Claro que nem todos que fazem a dieta sem glúten precisam de a fazer, infelizmente há muita gente que só lhe dá "má publicidade" e acaba por comprometer a segurança alimentar de quem tem mesmo que a fazer e tem que comer fora de casa, ie, não somos levados a sério.

    Por outro lado, e como já foi referido, qualquer celíaco e sensível ao glúten agradece a diversidade de produtos que agora existem, há sete anos atrás só indo a Espanha...

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    1. Mas eu digo que se estima que 1% da população sofre de sensibilidade ao glúten sem doença celíaca nem alergia... O único que eu digo é que há muito boa gente que vai na onda do glúten free só por ser moda, porque deve fazer mal o glúten-papao...

      No estudo do Gibson ele só diz que não encontrou correlação, não diz que não existe. A amostra é pequena, tal sensibilidade é de certa forma rara, pelo que são normais os resultados que ele obteve. (O título do outro artigo é que era sensacionalista, lá isso é verdade.) Já não estou certa onde li, mas estima-se que só numa proporção de 1 para 30 é que alguém com distúrbios gastrointestinais os resolve isentando a dieta de glúten... Mas isto, lá está, vai-se indo e vai-se vendo, não há números mágicos.

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    2. O Dr. Alessio Fasano, um dos mais conhecidos investigadores na área, estima que sejam 6 a 7% os sensíveis ao glúten, sendo que a palavra-chave é "estima". O facto é que há vários estudos de caso de pessoas com fibromialgia, condições reumatológicas auto-imunes, vitiligo, doenças da tiróide que respondem a uma dieta isenta de glúten sem preencher os critérios de diagnóstico para doença celíaca. Ainda há muito por investigar nesta área...
      O glúten, contudo, tal como explicou o Dr. Fasano numa palestra que deu cá, é uma proteína complexa que não é totalmente digerida pelo corpo humano e, em algumas pessoas ( não todas, obviamente), vai provocar uma reacção imunitária. Uns com danos típicos da doença celíaca, outros, mais difíceis de diagnosticar, nem por isso...
      Eu gostava era que o discurso mudasse da "moda dos que fazem a dieta sem precisar" para os que não a fazem e precisam. A Associação Portuguesa de Celíacos estima 90 mil doentes celíacos mas apenas 10 a 15 mil diagnosticados ( já para nem falar nos tais sensíveis ao glúten). Logo, se esta moda da dieta sem glúten trouxer o assunto à baila e mais algumas pessoas forem diagnosticadas, já não se perdeu tudo.
      São bastantes os casos de celíacos que conheço que viveram (mal) durante décadas com este problema, a serem tratados para mil e uma coisas, a perder tempo, dinheiro e saúde, até um médico mais visionário fazer o diagnóstico.
      Desculpe usar a sua caixa de comentários para divagar sobre isto, mas quem vive com estas condições aproveita, sempre que pode, para divulgar a "causa"...

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    3. Queres fazer um post sobre isso? Manda-me para o mail que eu publico. Beijinho

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    4. * Não é que tenha muitos leitores, mas quem dá o que tem... ;)

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  5. Eu tou-te a ver...n podes ver nada. Andam p ai a falar de anemia e tu, pimbas, deixa-me cá explorar este filão das maleita (aposto q já a pensar numa parceria qq) :) hehe

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    1. Fogo... Conheces-me de ginjeira Me... ;)

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  6. Pipocante Irrelevante Delirante10 de setembro de 2015 19:52

    Verdades científicas...
    Ainda sou do tempo em que sol girava em torno da Terra, era provado e comprovado pelas maiores mentes científicas de então.

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    1. Verdades científicas só na matemática, mas como o PID não gosta de matemáticos... (Sim, sim... Uma vez na Mirone que eu bem me lembro... Feriu os meus sentimentos... Snif, snif...)

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  7. E a malta que nos tenta evangelizar sem termos demonstrado qualquer tipo de interesse no assunto... "Ai, que eu agora sinto-me muito melhor, mi, mi, mi, mi..." "Blá, blá, blá... Eu andava enganado mas agora vi a luz. Junta-te a mim, irmão!" "Ai, que eu, desde que deixei de comer glúten, até cago purpurinas. A-do-ro!
    Maldita boa educação que me obriga a gramar o frete sem dizer o que me vai na cabeça.

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  8. Obrigada pela sua publicação. Não consigo aceder à publicação inicial mas comento mesmo assim.
    Quanto mais se falar das doenças relacionadas com o glúten melhor (doença celíaca – DC , alergia ao trigo e sensibilidade ao glúten não celíaca).. Que se debata com consciência de que estamos a falar de doenças reais.
    Moda da dieta sem glúten: ótimo ... mais produtos específicos isentos e rotulados... (seria bom imaginar que mais baratos mas, tal não se tem infelizmente verificado ....um kilo de farinha custa 4,99 euros em média para fazer um pão caseiro)... mais consciencialização, mais informação, etc. Contudo, esta moda trouxe em Portugal alguns perigos: 1 - os doentes pouco informados passaram a comer em cadeias de restauração que dizem ter pratos sem glúten e pão sem glúten mas que não são aptos para eles - como? Simples, não lidam corretamente com a contaminação cruzada! Muita gente começa uma dieta sem glúten sem supervisão médica, descobre que tem algumas melhorias e depois não faz o correto diagnóstico (a dieta sem glúten mascara exames para a DC). Ou seja, se um celíaco ingerir continuadamente apenas 50 mg (em média, há quem reaja a apenas 10 mg) de glúten por dia (sim por dia - quase nada) pode a médio prazo ter gravíssimos problemas de saúde (cancro? Sim cancro!). Vivendo em “meia dieta” este é um dos riscos entre muitos outros. Por outro lado, banalizou-se uma dieta que é o único tratamento disponível para milhões de pessoas a nível mundial. Digo banalizar mas, de forma incorreta em muitos locais. A indústria do sem glúten cria milhões de euros em lucro mas, sem glúten não é necessariamente isento de glúten: e é do isento que os sensíveis (celíacos ou não) e alérgicos precisam!
    Ora e para além da DC e da alergia ao trigo existe mais alguma doença relacionada com o glúten? Sim : sensibilidade ao glúten não celíaca. Estamos para esta patologia como há 20 anos atrás estavamos para a doença celíaca. Infelizmente a comunidade médica ainda tem pouca informação sobre DC e desta situação então quase ninguém ouviu falar …. Culpa? É mesmo assim. Os avanços estão sempre um passo atrás do conhecimento dos clínicos tal como noutras áreas. Primeiro descobre-se, investiga-se e só depois se aplica na prática … depois faz-se o seguimento e conclui-se se está a proceder bem. Ou seja, a medicina ainda não sabe tudo sobre esta doença. (Na verdade são publicados ainda dados novos sobre a DC, também). O que se sabe: existe! Conhecem-se alguns mecanismos fisiopatológicos (estimulação do sistema imune inato e não do adaptativo e deste como na DC); sintomas associados; prevalência de seis em 100 pessoas (6% da população… bem mais do a DC); tratamento: dieta isenta de glúten rigorosa e sem contaminação cruzada. Estão em curso investigações em muitos centros para se perceber melhor esta situação e meios de diagnóstico: ainda não há um exame que faça o diagnóstico correto. Um destes investigadores é o Dr. Alessio Fasano já aqui falado. Na última reunião decorrida em Braga, e com o qual tive a enorme honra de puder debater este assunto, afirmou estarem em fase final para descobrir marcadores que façam o correcto diagnóstico desta situação: esperemos que sim!
    Na SGNC:É preciso suspeitar, excluir DC e alergia ao trigo, retirar glúten e depois re introduzir para verificar se de novo surgem sintomas após a prévia regressão destes. Continuo noutro comentário.

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  9. Continuando: Faço minhas as palvras por alguém aqui proferidas (suspeito que foi o ratinho que me enviou o link para esta sua publicação….obrigada!): “Eu gostava era que o discurso mudasse da "moda dos que fazem a dieta sem precisar" para os que não a fazem e precisam. A Associação Portuguesa de Celíacos estima 90 mil doentes celíacos mas apenas 10 a 15 mil diagnosticados ( já para nem falar nos tais sensíveis ao glúten). Logo, se esta moda da dieta sem glúten trouxer o assunto à baila e mais algumas pessoas forem diagnosticadas, já não se perdeu tudo.”
    Já me alonguei! Mas todas as oportunidades para passar correta informação sobre estas doenças são de aproveitar. Poderia colocar aqui sugestões de leitura de múltiplos artigos científicos sobre assunto mas, penso que será mais simples a seguinte leitura: (publicação na página educativa aberta ao publico do grupo Viva sem glúten, Portugal o qual co administro ). https://www.facebook.com/vivasemglutenportugal/photos/a.1448561918709063.1073741832.1442814662617122/1462622840636304/?type=3&theater
    Para quem tenha uma destas doenças e queira obter mais informação sugiro a adesão ao grupo fechado Viva sem glúten, Portugal: http://www.facebook.com/groups/193957857371479/
    Para obterem informação geral sobre estas doenças: “Viva sem glúten Portugal”_Página educativa de acesso livre https://www.facebook.com/vivasemglutenportugal e https://copy.com/vZxvLJSiRJG4.

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  10. Li algures que a padaria industrial e outra industria de fabricação de massas e afins utiliza o gluten "refinado" (não será este o termo técnico), como aditivo para permitir que o pão tenha maior densidade e uma conservação alargada.Parece ter sido encontrada uma relação entre este aumento artificial da quantidade de glúten nos alimentos e o aumento das intolerâncias. Suponho que será mais um caso em que a quantidade faz o veneno.

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    1. Sim, o glúten extra que a panificação industrial acrescenta aos seus produtos pode ser um dos motivos, a prática da levedação rápida que agora se pratica e que não permite que as leveduras degradem suficientemente o glúten, outra, mas existem outras teorias avançadas: o uso excessivo de antibióticos que fragiliza a microbiota intestinal; um excesso de higiene que retira "trabalho" ao sistema imunitário pelo que este entra em excesso de zelo e começa a ver como inimigos proteínas que, de outra forma, passariam incólumes; o aumento nas cesarianas que impedem o recém-nascido de ser colonizado pelas bactérias boas presentes na flora vaginal da mãe... A única certeza é que as condições associadas ao consumo de glúten estão em crescimento, mas ainda não se conseguiu perceber qual o mecanismo ou mecanismos que lhe estão subjacentes.

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    2. Tanta conjectura...

      (E a intolerância terá mesmo aumentado? Ou as pessoas estão é só mais atentas? O efeito placebo é por várias vezes referido neste contexto na literatura...)

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    3. As taxas de diagnóstico de doença celíaca aumentaram exponencialmente- pode-se sempre argumentar que a doença sempre existiu nestes valores, mas só não era diagnosticada, aliás são inúmeros os casos de pessoas diagnosticadas na terceira idade. No entanto, penso que foi a Clínica Mayo que fez um rastreio de DC ao sangue guardado de pilotos da força aérea americana dos anos 40-50 e a prevalência detectada era menor que a prevalência actual que é de 1/133 nos EUA e 1/134 em Portugal.

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    4. Ah, ok... Falando da DC é mais controlável.. (Eu referia-me à sensibilidade sem DC.)

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    5. Cá está a fonte do meu comentário anterior acerca do estudo da Clínica Mayo:
      http://www.mayo.edu/research/discoverys-edge/celiac-disease-rise

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    6. Sim, a sensibilidade ao glúten é mais recente e, sem marcadores de diagnóstico, não se consegue passar do campo da especulação. Mas é engraçado que há uma primeira referência ainda nos anos 70:
      http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(78)92427-3/abstract

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    7. A propósito disto:

      http://www.mayo.edu/research/discoverys-edge/celiac-disease-rise

      Eu já disse em cima que não me estava a referir a esta situação, claramente diagnosticável da DC, mas mesmo assim...

      No texto não encontrei o tamanho da amostra (não digo que não esteja, eu é que não encontrei e confesso que li um bocado na diagonal)... Para se ter resultados estatisticamente robustos para um evento raro como a DC era preciso uma amostra enorme e representativa da população (e isto não é claramente).
      Por outro lado eu desconfio sempre de estudos feitos por entidades que lucram financeiramente com o que estão a investigar. Sinto que é um processo viciado desde o início.

      (Desculpa estar tão céptica relativamente a isto mas já vi muita coisa, supostamente suportada cientificamente, que... Enfim!)

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  11. Isto das modas alimentares tem muito que se lhe diga, cada semana há uma nova. Mas confesso que tenho curiosidade em saber como é que o meu corpo reagiria a uma dieta sem glúten.

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    1. Tudo vai de experimentar... :)

      (o problema é que para compensar a falta de glúten juntam outros aditivos pouco simpáticos para a saúde...)

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  12. Pertenço ao ENORME numero de pessoas com dignostico tardio... Soubesse eu mais cedo...

    Desde sempre com os mais diversos problemas e o ...desde sempre iniciou aso 6 anos com crise asma e uma panoplia de alergias que me levaram a uma cama ligada ao oxigenio na esperança de sobreviver..

    Flizmente assim foi!
    Aos 7 um diagnostico de uma acentuada Intolerncia lactose. Uma Infanciaa carregada de privaaçõs graças á debil condição de saude... Algumas restriçoes pouco pao bolachas( so porque reagia ,nunca foi feito nenhum teste para DC) lactose . Os médicos esses sempre foraam escolhidos por serem considerados os melhores ( seria eu hoje rica com todo o dinheiro gasto nessaa altura)Assim se foi vivendo e aprendendo.
    Na entrada para faculdade com refeiçoes á base de sandes deu-e o BOOMMM. Perca de peso falamos de aproximadamente 35 Kg vomitos diarreiaas anemia que nao passava... ( Eu so precisav de um diagnostico simplesmente um dieta sem gluen) Nunca foi colocada essa hipotese de ter Doença celiaca por varios motivos alguns pela ignoranciaa de ser associado á infancia mas maioritariamente por ser alta e ter obesidade falamos de 120 kg antes do inicio da perda de peso passei rapidamente de 120 a 70kg pelo meio perdi curso Psicologi que frequentva ,o part-time e o Voluntarido enquanto socorrista. Poderia ter perdido mais alguma coisa? Talvez a Vida.Fui encminhda para Oncologista que pensou em tudo e qundo digo tudo é mesmo tudo mas nunca DC , apesar de depois de iniciaar queda de cabelo e ouvir relato da minha infancia apontou para DC mas com 120 kg parecia estranho...Um congresso em Espanha colocou quadro clinico aaos colegas e de imediato doença celiaca era unanime..
    Iniciei de imediato a dieta e UFFFF so demorou 25 anos a decobrir efeivamente.

    Com ela perdi tudo o que se pode pensar ...
    Ganhei, tambem... outras ,patologias como DII ,problemas tiroide e uns quantos problemas aasociados.

    Tivesse eu feito a dieta da Moda antes...

    Nunca deve ser iniciada a dieta sem o corre despiste.
    Lembrem-se que o celiaco nao tem ser magrinho pode ser obeso e nao é frçsaamente alguem baixo eu ca meço 1,78.

    È essencial que quem faz dieta a faça devidamente( o que nao é facil) e que naao se empanturre em bolos e pao sem gluten e que aproveite e confeccione os seus...

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