terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Se alguém me pudesse ajudar...

E se de repente o vosso filho de três anos e meio - (geralmente) responsável e maduro, (geralmente) educado e organizado - decidisse começar a fazer birras como se tivesse um ano? E se começasse a chamar pela "mamãaaaaa" com uma voz de lamúria insuportável ao vosso ouvido? E se começasse a dizer que a mãe vai deixar de gostar dele porque vai ter um irmão (apesar de a mãe lhe estar sempre a dizer que não, que ele há de ser sempre o menino de seu coração)? E se começasse a fazer birra para comer a sopa, e para ir tomar banho, e para sair do banho, e para ir dormir, e para se levantar? E se saísse de casa a chorar e entrasse em casa a chorar? 
E se vocês não estivessem com a mínima paciência para aturar dramas? E se vocês não se conseguissem sentar no chão para brincar com ele? E se vocês estivessem com gripe e cheias de dores musculares e incapazes de passar uma noite tranquila há mais de cinco meses? E se a educadora vos dissesse que não que ele na escola se tem portado lindamente, que até o tem notado mais extrovertido/alegre que o habitual? E se vocês começassem a achar que a criança vos está a chantagear? E se vocês, no fundo, se sentissem culpadas porque não lhe conseguem dar tanta atenção como davam antigamente? Hein? Se isto vos acontecesse, vocês faziam o quê?

17 comentários:

  1. Não se pode fazer nada é aguentar. Deixa lá, a minha fez-me isso quando o puto já estava cá fora. Ela que nunca foi uma criança de querer colo, depois do irmão nascer andava sempre pendurada em mim. Ainda por cima ele nasceu em Julho, altura em que ela estava em casa o dia todo. O primeiro mês foi para esquecer. Não sabia para que lado me virar.

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    1. Ui... Felizmente a rotina dele da escola mantém-se... Espero bem que dps ele atine...

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  2. :):):) podes de vez em quando mandá-lo para casa da sogra dele... :P

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    1. E era a primeira vez tu queres ver... :DDD

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  3. Caríssimo anónimo...

    http://calmacomoandor.blogspot.pt/2014/01/carissimos-anonimos.html

    Se associar uma continha de email ao seu comentário terei todo o gosto em publicá-lo e discutir o seu interessantíssimo e pertinente ponto de vista...

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  4. Desde que não te peça para ires devolver o mano ao hospital logo no dia em que vier para casa, parece-me que dás conta o recado. Será abusar muito pedir para teres ainda mais paciência? É só umafase, depois passa, mas enquanto não passa acredito que não seja fácil.

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    1. Mirone... A paciência que uma pessoa tem dentro para a filharada é inesgotável... "inspira expira" is my middle name now. .. :D

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  5. Muita paciência e não dramatizar ainda mais a coisa! A minha teoria - nunca faltando o mimo - é fazer com que as birras não nos alterem o comportamento. Posso estar desejosa de mandar 3 berros, mas controlo-me, aparento ter a calma de quem acabou de fazer ioga e ela acaba por desistir.
    Se não resultar, é dar 3 berros!

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    1. Assim tenho feito vera, assim tenho feito... Mas às vezes, ai caramba às vezes... Falta um tico tico para não me passar da marmita. .. (é aí que -thank god - entra em cena o pai)

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  6. É super normal para chamar à atenção. Assim que o irmão nascer e ele vir que não foi substituido...vai curtir imenso e isso passa. É so uma fase

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  7. Anónima das 22:09... Caramba, o que me custa rejeitar o seu comentário. Mas veja ali o meu das 18:34. Eu sei que é quase "pagar o justo pelo pecador", mas foi algo que eu instituí aqui para o sítio. Lamento imenso. Desejo-lhe toda a sorte, quer para o bebé novo que aí vem, quer para o mano grande polícia :DDD isso de não querer ir à escola tem muita piada :)

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    1. Obrigada SM, As melhoras para si e que tudo vos corra pelo melhor.

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  8. Respirava fundo, pensava um minuto nas prioridades, e brincava com o filho.

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  9. Paciência minha querida, põe-no a ajudar a dar banho e vestir o irmão novo, fá-los sentirem-se importantes, quase uns parceiros das maes. Isso passa nas é de dar em doida enquanto não passa.
    Está quase hein? Grande beijo!

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  10. Passei por isso. Tive dias em que via que a mais velha sofria tanto que até me perguntava o que tinha ido fazer. Chegou a perguntar-me se havia alguma coisa que se pudesse fazer para a irmã ir embora. Passou a comer de três em três horas durante a noite, e a acordar-me às seis da manhã para brincarmos enquanto a pequenina dormia. Mas passou, como é obvio. São só fases, não vale a pena valorizar muito...pelo menos foi o que fiz. Beijinhos e que corra tudo bem!

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